sábado, 7 de maio de 2011

Nova Honda XL 700 v










A nova Transalp tem um rodar suave já a partir das 2750 rpm, a resposta do acelerador é linear em toda a faixa de rotação, mas o motor mostra-se mais enérgico e vibrante a partir dos 6500 rpm. A faixa vermelha é atingida aos 8000 rpm sem nenhum estresse, mas em velocidades elevadas, a frente parece flutuar sem apresentar riscos à pilotagem. Mas esta não é uma moto esportiva; em um uso normal ou em velocidade de cruzeiro de 120 km/h, a rotação ficará abaixo dos 6500 rpm. Neste ritmo, a vibração e a tendência da frente flutuar desaparecem completamente. O câmbio de cinco marchas é bem escalonado e tem acionamento preciso (claro que uma sexta marcha over-drive é sempre bem vinda). O acionamento da embreagem não chega a ser pesado – mesmo sem acionamento hidráulico – e contribui com o conforto que todo o conjunto passa ao piloto. Os freios com duplo disco na dianteira e simples na traseira têm muita potência e, se acionado com vontade, faz com que a frente faça um longo mergulho e causa um pouco de oscilação. Para minimizar esse efeito, basta usar o freio traseiro para firmar o conjunto. A Honda disponibiliza também a versão com C-CBS, que distribui a frenagem entre as duas rodas quando acionado o pedal de freio traseiro, e a vibração existente no pedal e no manete se manteve discreto e sem incomodar.
Logo você aprende a fazer todas as frenagens antes de chegar a uma curva – então você pode contornar com velocidade constante e acelerar novamente na saída. A suspensão é macia e bem amortecida, ideal para uma moto de turismo. O pequeno trecho de terra enfrentado na apresentação foram superados facilmente sem passar solavancos para a coluna. Estradas com excesso de lama e areia fofa devem ser evitadas, pois os pneus Dunlop chegam logo ao seu limite, mas deve-se lembrar que ela é uma moto para turismo e não enduro. A carenagem foi uma surpresa em vários níveis: é mais ampla na altura de 1,5 m (altura do teto da maioria dos carros – muito importante no trânsito), mas consideravelmente mais estreita acima disso. A primeira vista a qualifica para uso diário, mas somente em uma avaliação mais longa poderemos confirmar.
 O painel de instrumentos é digital com conta-giros analógico (parece que o mercado não gostou do conta giros digital), bem disposto e de bom gosto. No LCD há números para velocidade, tempo e distância e um marcador de combustível em barras, tudo muito lógico e legível. O banco é largo, plano e bem acolchoado, trazendo em mente a vontade de rodar por horas e horas a fio. Mas quando parado, o banco, que é largo também na frente, mostra que os mais baixinhos (abaixo de 1,70 m) terão problemas para alcançar o chão, já que seu assento está posicionado a 841 milímetros do chão. A garupa vai bem acomodada a primeira vista, mas só em uma avaliação mais longa será possível comprovar seu conforto. A qualidade na fabricação segue a de toda a linha Honda. Um ótimo produto com preço competitivo e que logo será visto em quantidade nas ruas e estradas.

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